O que as pessoas vão parar de fazer quando começarem a usar o seu produto?

Uma das melhores perguntas que já vi. Mas não foi eu quem a fez.

Embora a maior parte dos posts do Destruição Criativa são produções originais, de vez em quando eu homenageio algum inovador que admiro traduzindo algum texto seu.

O post a seguir é uma tradução livre de um dos melhores questionamentos que já li sobre inovação, o “What is someone going to stop doing when they start using your product?”.

O autor é ninguém mais, ninguém menos que Jason Fried. Tudo bem se você não o conhece, mas sugiro aproveitar a oportunidade para conhecê-lo.

Eu acompanho o trabalho do Jason há um certo tempo. Desde que comecei a trabalhar em meados de 2011 (muito ou pouco tempo dependendo de você). O primeiro material que li foi o livro gratuito Getting Real. Depois dele, o Re-work e, é claro, vários posts. Mas dentre todo esse conteúdo, um em específico casou bastante reflexão em mim, a pergunta:

“O que as pessoas vão parar de fazer quando começarem a usar o seu produto?”

A seguir, uma tradução livre do artigo publicado pelo Jason Fried em sua conta do Medium. Ao final, deixe suas reflexões nos comentários 😉

Com a palavra, Jason Fried.

Daqui para baixo é tradução.

Quando você está construindo um produto novo, você comumente fica pensando a respeito de todas as coisas novas que as pessoas vão poder fazer com ele. Agora elas vão poder fazer isto e aquilo. Legal!

Mas há uma pergunta melhor a ser feita:

O que as pessoas vão parar de fazer quando começarem a usar o seu produto?

O que o seu produto substitui? De que outro produto elas estão mudando? Como elas faziam esse job antes do seu produto aparecer na vida delas?

Hábitos, timing, familiaridade e ansiedade sobre o desconhecido são barreiras muito difíceis de serem quebradas. Quando você tenta vender algo a alguém você tem que superá-las.

Então quando você está pensando sobre o seu produto, pense no que ele substitui, não somente no que ele tem a oferecer. O que você está pedindo que as pessoas deixem pra trás uma vez que elas sigam com você e o seu produto? O quanto difícil isto vai ser para elas? E, muito importante, como você vai ajudá-las a superar tudo isto que está mantendo elas com o que já têm?

Curto, mas profundo.

Aqui sou eu, Daniel, novamente.

Curto, eu sei, mas a reflexão é grande. Mas agora pense consigo mesmo, você sabe responder a essas perguntas? Ou melhor, todos na sua empresa sabem respondê-las?

Esta reflexão está diretamente ligada ao conceito de Destruição Criativa. Eu tenho certeza que o produto da sua empresa substitui algum outro ou, então, alguma outra coisa. Saber sobre esses que ficam para trás uma vez que os clientes optam por você pode ser muito útil, principalmente se o seu produto propõe algo inovador.

E lembrando, como se trata de Jobs To Be Done, tome cuidado com as suas suposições. É muito mais válido obter o que os clientes pararam de utilizar a partir deles, então essa questão deve estar no seu radar na hora de fazer uma entrevista.